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Novas formas de produção e de consumo entram de vez na pauta fashion

Todos os anos a indústria do algodão consome 3,2% da água potável existente no planeta; para se ter uma ideia, uma simples camiseta precisa mais ou menos de 2.700 litros de água para ser produzida. Em 2013, só no Brasil, foram fabricadas cerca de 9,8 bilhões de peças de vestuário. Dados como este, e os escândalos sobre as condições trabalhistas de grifes mundiais, estão levando muita gente a questionar os próprios hábitos.

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A frase aí de cima resume o espírito do Fashion Revolution Day, criado em 2013, com o intuito de reunir líderes do mercado, estilistas, imprensa e acadêmicos em torno de uma mesma causa: Moda Sustentável. A ideia é debater e incentivar ações que gerem, ainda que a longo prazo, uma mudança na indústria e no nosso modo de consumir.

A responsável pelo movimento é Carry Somers, que após a tragédia do complexo fabril de Rana Plaza, na capital de Bangladesh, percebeu a necessidade de mudanças efetivas no ciclo do vestuário. Na época, o desabamento do prédio causou a morte de 1133 pessoas e deixou mais de 2500 feridas. Eram trabalhadores, em sua maioria mulheres, que produziam roupas para marcas como H&M, Primark e Benetton, entre outras, em condições precárias – as rachaduras que causaram o acidente foram ignoradas pelos supervisores dias antes.

14 de abril

Exatamente um ano depois do ocorrido, o Fashion Revolution Day é lançado no calendário da moda com a seguinte pergunta “Who made your clothes?”. A campanha, que convida cada um a refletir sobre a origem daquilo que veste e evitar que esse tipo de situação continue ocorrendo, virou #trendtopics nas redes sociais e chegou a 58 países!

No Brasil temos cinco representantes do movimento, que seguem organizando eventos em prol de uma Moda mais consciente, sustentável e preocupada com o desenvolvimento social de suas comunidades. Para acompanhar as novidades do projeto, acesse a página no FB.

Nós, aqui do Margi, somos suspeitas… mas achamos a ideia super bacana e ficamos super feliz por fazer parte disso de alguma maneira. Afinal, o brechó é exatamente pra isso: dar vida longa a peças incríveis que seriam descartadas ou substituídas sem muita importância pelo consumo fast fashion.